domingo, 31 de maio de 2009

Filmografia Guy Debord


































O cinema ocupou um lugar central no pensamento e na prática de Guy Debord, na sua crítica das formas de representação e do papel social das imagens. As estratégias e modos de composição formal que caracterizam os seus filmes estão já contidos no seu primeiro gesto cinematográfico, o filme Letrista, Hurlements en faveur de Sade (1952) em que as frases ditas, “desviadas” do seu contexto original, e a poesia concreta, alternadas no ecrã branco (sonoro) e preto (em silêncio), contêm já o seu projecto para uma “dialéctica da desvalorização/revalorização” dos diferentes elementos em jogo e da negação do cinema tal como o conhecemos. Os filmes posteriores prolongam a prática da apropriação e montagem de imagens de fontes diversas (excertos de jornais filmados, filmes publicitários, filmes de ficção, imagens de banda desenhada, fotografias), de imagens realizadas por Debord, conjugadas com os textos escritos e lidos, igualmente desviados do seu contexto original (citações, textos do próprio autor) a que se acrescenta a utilização pontual da música que serve de contraponto lírico às imagens. As imagens utilizadas constituem ao mesmo tempo documentos e artefactos, contendo de forma imanente a sua própria crítica, em comentários sobre o cinema e os géneros cinematográficos, as combinações entre a imagem e o texto, as relações pessoais e sociais, a ideologia, a luta de classes e a política e o lugar do Homem na História e no sistema espectacular que expõe e critica. Os filmes de Guy Debord intensificam aquilo que na obra do seu autor reflecte um discurso sobre o potencial revolucionário da juventude, sobre a amizade, o amor, conjugando o lirismo e as suas reflexões sobre a cidade, o urbanismo e a arquitectura, num constante olhar retrospectivo sobre o exercício do seu pensamento. As obras cinematográficas de Guy Debord estiveram praticamente invisíveis, interditadas de qualquer projecção pública pelo próprio realizador, após o assassinato do seu produtor Gérard Lebovici em 1984. Disponíveis sobretudo na sua forma escrita numa compilação de textos e imagens organizada pelo autor, os filmes de Guy Debord foram recentemente disponibilizados de novo para circulação, o que permite que possa ser exibida, neste ciclo, a sua obra integral. Fonte


9 comentários:

  1. Existe a possibilidade de postatem a palestra do prof. Luís Felipe Bellintani Ribeiro (UFSC)realisada no museu da Vale do Rio Doce (Seminário Internacional Arte no Pensamento) cujo título é Arte no pensamento de Platão. Desde já agradeço.

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  2. Disponibiliza novamente o filme A Sociedade do Espetáculo. Já excedeu o no. de downloads.

    obrigada

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  3. Dally, mas qual o problema? O megaupload não limita o número de downloads, eu mesma testei há pouco, a não ser que você esteja fazendo mais de um download ao mesmo tempo mesmo, se for isso, então realmente você tem que esperar um download terminar para iniciar o download de outro arquivo.

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  4. Anônimo,

    "Existe a possibilidade de postatem a palestra do prof. Luís Felipe Bellintani Ribeiro (UFSC)realisada no museu da Vale do Rio Doce (Seminário Internacional Arte no Pensamento) cujo título é Arte no pensamento de Platão. Desde já agradeço."

    vou tentar, meu caro.

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  5. ja fiz o download mas queria muito botar a legenda, alguem pode me ajudar?

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  6. Muito bom o site! Fazia um bom tempo que procuro esses vídeos do debord...

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  7. Maravilhoso disponibilizarem esses filmes.

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  8. Acompanho a algum tempo o "Café Filosófico". É muito bom questionar e pensar, pensar; escrever e ouvir tantos outros pensamentos que contribuam para a formação da opinião.
    Difícil encontrar filmes clássicos, parabéns por disponibilizá-los nesse meio, será muito importante para minha formação - ainda vestibulando, mas futura profissional em Audiovisual.

    Abraços.

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  9. Baixar o Documentário - A Sociedade do Espetáculo - http://mcaf.ee/w9jit

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